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6 Qualidades essênciais dos profissionais de Relações Internacionais

Ora limitado ao desenvolvimento de negócios por grandes multinacionais, a política externa empresarial tem se tornando uma opção cada vez mais importante para pequenas e médias empresas, com ou sem atuação no mercado externo.

Isso se justifica pelo seguinte motivo: é praticamente impossível dissociar eventos externos, desde crises políticas até conflitos armados, além de fatores culturais, religiosos e sociais, quando estudamos o comportamento do mercado seja no âmbito local ou regional.

As mudanças foram notadas, em especial com a ascensão chinesa ao posto de maior balança comercial do mundo, com exportações superiores a US$ 2,250 trilhões em 2018, movendo as partes importantes das cadeias produtivas para o outro lado do planeta, que antes sobreviviam justamente pela proximidade do mercado consumidor, e as tornando globais.

Até mesmo serviços, quando analisamos a produção de softwares e suporte ao cliente por empresas instaladas na índia, podem ser ofertados por profissionais localizados do outro lado do planeta.

Nesse contexto, emerge um novo profissional. As empresas podem até não saber que precisam dele, mas sentem que algo precisa ser feito para se manterem competitivas e extraírem as oportunidades abertas com a globalização econômica. Trata-se do Profissional de Relações Internacionais.

Vale destacar que esse ano ocorreu – dia 15/08/2019 – um marco fundamental para a inserção do Profissional de Relações Internacionais no mercado de trabalho. Através do Painel da FIPE, que contou com profissionais de Relações Internacionais, que é um órgão que cria o texto base para se cadastrar uma profissão no Brasil, na Comissão Brasileira de Ocupações, ficou sinalizado o reconhecimento e cadastramento no Ministério do Trabalho desse profissional.

Discorrido de forma breve sobre esse cenário, a pergunta que deve ser feita por aqueles que desejam entrar no mercado de trabalho nascente é: quais são as características que contribuirão para que eu me torne um profissional capacitado para atender as demandas das empresas?

Quais habilidades devo desenvolver para ser um excelente profissional e me destacar dos demais?

Na tentativa de responder a esses questionamentos, citaremos 6 características de um bom profissional de Relações Internacionais.

Quer se destacar no mercado? Então confira este post!

  1. Amor por pelo que faz

“Escolha um trabalho que você ame e não terás que trabalhar um único dia em sua vida” – Confúcio

O profissional de sucesso é reconhecido pelo grande carinho que tem pelo relacionamento interpessoal, pela entrega ao próximo. Então, não é possível ser um bom internacionalista sem ser apaixonado por aquilo que faz. Isso significa ser curioso, empolgado e disposto a criar um espaço de atuação novo, marcado pela cordialidade e foco em trazer novos caminhos.

Parece poético? Mas deve, em certa medida, ser visto dessa forma. Nenhuma empresa vai contratar alguém que não demostra empolgação e amor por sua carreira. Atuar com RI não pode ser visto como um fardo, apenas uma fonte para ganhar dinheiro para fazer outras coisas mais interessantes. Dessa forma, esse profissional não será bem-sucedido.

Enfim, melhor parar a leitura por aqui caso não tenha entendido ainda esse tópico. Reflita sobre por um momento. Além disso, é nítido para todos que a paixão é uma das características marcantes de um bom internacionalista.

Caso queira seguir, vista a camisa do time e faça a diferença.

  1. Motivação

“Transportai um punhado de terra todos os dias e fareis uma montanha” – Confúcio

A motivação é uma das principais características de um profissional de Relações Internacionais, pois ele é a todo momento convidado a novos desafios. Muitas vezes, em seu ofício, o internacionalista vai enfrentar crises e dificuldades para encontrar soluções para os desafios da empresa, e as coisas nem sempre vão acontecer com tanta facilidade e as metas podem ficar longe de serem alcançadas.

O internacionalista é quem faz a frente para uma expansão comercial, para a aquisição de novos maquinários, para busca por soluções tecnológicas que nem sempre estão acessíveis. Por isso, independentemente das circunstâncias, o profissional deve se motivar sempre e estar atento para as janelas de oportunidade; só assim ele conseguirá reunir forças e desempenhar a sua função.

Do contrário, um profissional desmotivado não vai atingir os seus objetivos.

Para vivenciar a motivação, é preciso investir na qualidade de vida. Afinal, pessoas que se cuidam têm mais harmonia, disposição e audácia para superar desafios. Por isso, tenha uma rotina saudável, com a prática de atividades físicas, constante qualificação profissional, valorização da vida pessoal, boa alimentação, entre outros aspectos que contribuem para o bem viver.

  1. Atitude

“Em todas as coisas o sucesso depende de uma preparação prévia, e sem tal preparação o falhanço é certo.” – Confúcio

As três primeiras características formam a base para todas as outras. Atitude, amor e motivação caminham juntas e se nutrem. É preciso desenvolve-las sempre.

Muitos internacionalistas se frustram com o mercado de trabalho justamente por não entenderem que o campo de atuação profissional para ele é novo, que requer desbravar fronteira e que é preciso agir.

O internacionalista de deve sempre buscar novos padrões e não pode se sentir confortável com o já alcançou.

Não adianta se mostrar motivado com o tema e dizer que ama. No dia a dia da empresa esse profissional precisa ser aquele antevê as dificuldades, ser aquele que calcula os riscos, que faz o planejamento e que tem atitude para fazer as mudanças necessárias.

Basta observar a posição ocupada por muitos internacionalistas que trilharam esse caminho. O bom profissional vai arregaçar as magas e, usando os recursos disponíveis, fará de tudo para alcançar os mais elevados padrões de qualidade.

Sabendo que a atitude é uma das características de um bom internacionalista, podemos ampliar o conceito para “proatividade”, ato de fazer algo óbvio antes de ser solicitado.

Ser proativo é tudo que as empresas, que muitas vezes estagnadas, querem do seu novo profissional. É o que ela espera do internacionalista.

  1. Conhecimento específico

A essência do conhecimento consiste em aplicá-lo, uma vez possuídoConfúcio

Atuar como profissional de Relações Internacionais vai além da fluência em línguas ou da experiência internacional. Em momentos cruciais, ficará evidente o despreparo desse profissional que apesar de dominar a língua, não entende e não detém conhecimento específico.

É preciso ter amplo conhecimento de política externa, de negociações internacionais, de comércio internacional, de questões culturais, históricas e geográficas. Além disso, é preciso ter domínio de temas específicos acerca do negócio da empresa.

É preciso se atualizar constantemente. É um profissional que vai estudar sua vida inteira. As pesquisas são fundamentais para compreender detalhes técnicos e para fechar bons contratos.  O conhecimento específico acerca da matéria será o maior diferencial para esse profissional.

Vale ainda aquela máxima: “Os números não mentem”.

Na hora da negociação, por exemplo, o conhecimento estratégico poderá ajudar na buscar por soluções nem sempre óbvias para os impasses, contribuindo sobremaneira no convencimento e no fechamento do acordo.

Profissionais com boa formação se destacam no mercado de trabalho. Ser desatualizado, quando tratamos de Relações Internacionais, representa um gravíssimo problema e até mesmo o fim precoce da atuação na área.

Em suma, o conhecimento contribui diretamente no resultado comercial da empresa, fazendo com que o seu papel ganhe destaque e cresça, sendo sempre requisitado para assessorar e emitir opiniões acerca de temas diversos.

Então, se você não tem o hábito de ler, de fazer treinamentos, de fazer cursos de capacitação, de participar de congressos, é hora de pensar seriamente. Atualmente existem boas oportunidades para profissionais, até mesmo fora dos grandes centros.

  1. Proatividade

“Camarão que dorme a onda leva”— Zeca Pagodinho

O internacionalista é curioso por natureza. Sempre busca por transformações e atua em uma constância em prol de romper paradigmas. Por isso, uma vez ciente e detendo conhecimentos avançados, ele será, naturalmente, proativo e determinado em trazer novos elementos para o seu ambiente de trabalho.

A proatividade, em especial, para aqueles em início de carreira, deve servir para atingir as metas e superar as expectativas, mas sem perder de vista a sua atribuição profissional.

Como um profissional que costuma tomar a iniciativa, é preciso ter cuidado (expertise) ao determinar o que deve ser feito diariamente para atingir os objetivos traçados da forma mais eficiente.

Ser proativo é requisito para muitas carreiras, ainda mais por vivermos em um mundo tecnológico e cercado de concorrência. É preciso fazer acontecer!

  1. Diplomacia

Conheça o inimigo e a si mesmo e você obterá a vitória sem qualquer perigo; conheça terreno e as condições da natureza, e você será sempre vitorioso – Sun Tzu

Sábio é aquele que faz as perguntas certas. Então, sempre que possível indague o seu interlocutor e entenda suas dúvidas e suas críticas. A oportunidade está escondia atrás de uma delas. Formule as perguntas certas para identificar corretamente as oportunidades apresentadas.

A única forma de conseguir executar sua atribuição como profissional de Relações Internacionais é por meio do estabelecimento de canais reais de comunicação e de interação com os seus clientes, parceiros e até mesmo concorrentes!

A diplomacia é uma das bases para a atuação desse profissional. A única forma de conseguir resultados concretos é por meio da diplomacia (que vai além das negociações), pois é possível fazer concessões e aceitar os desafios envolvidos na transação de forma medida e compartilhada.

Mantenha sempre os canais de comunicação ativos e abertos para a construção de relacionamentos sólidos.

Seja sempre cortês, até mesmo nos momentos de maiores dificuldades. Dê respostas ponderadas e que não comprometam a imagem da instituição e os negócios envolvidos.

6. Profissionalismo

    A atuação profissional é cheia de intempéries, justamente por isso é preciso atuar com o máximo de profissionalismo no desempenho de suas atividades.

    Essa característica é fundamental, o torna assertivo e resiliente. Suas atitudes vão repercutir no seu desempenho de forma, muitas vezes, superior aos outros fatores apresentados anteriormente.

    O profissionalismo vai fazer a diferença entre o não e o sim, pois não basta deter um amplo conhecimento.

    A ética é hoje um dos maiores ativos que um profissional pode apresentar no seu currículo.

    Quem faz da forma correta, não precisa fazer duas vezes. Quem atua com profissionalismo já faz correto e não perde tempo com atividades irrelevantes ou retrabalhos.

    Aqueles que evitam o desperdício de tempo e a procrastinação, tendem a ter maiores oportunidades. Desse modo, o profissionalismo é a maior porta para novas oportunidades.

    Vale frisar: o profissional de Relações Internacionais, por ser ainda desconhecido de muitos empregadores, precisa criar um processo virtuoso, gerando assim novas oportunidades e abrindo o mercado para outros internacionalistas.

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