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Características essenciais para os Profissionais de Relações Internacionais

É muito comum encontrarmos listas genéricas sobre as características e habilidades essenciais para profissionais, mas nada que trate em específico do Profissional de Relações Internacionais.

O próprio Linkedin todos os anos divulga as principais características esperadas pelas empresas. Essas listas vão mudando conforme a economia se transforma, e já está bem claro que viveremos um momento de transição para um novo perfil profissional, que pode ser muito bem aproveitado por analistas de Relações Internacionais.

Estamos bem próximos de começar um novo ano, que será carregado de mudanças políticas, econômicas e sociais com impactos ainda difíceis de mensurar. Um cenário que, marcado de incertezas e transições diversas, em especial do quadro político brasileiro, guarda muitos desafios e oportunidades para os profissionais de Relações Internacionais.

Considerando o perfil do Profissional de Relações Internacionais, listei as quatro características que vão ser essenciais em 2019:

Características essenciais

Polivalência – muitas pessoas entram para a carreira e demoram para entender essa característica. Ter domínio pleno de uma área específica é extremamente útil em cenários estáveis e de poucas incertezas; mas quando falamos de Relações Internacionais, nada é estável e certo.

Em cenários de incertezas, os contratantes vão preferir profissionais que possam ser aproveitados de diferentes maneiras, e que sejam capazes de aprender funções novas e vestir uma nova camisa, caso as coisas mudem ou piorem.

No nosso caso, essa característica já é cobrada desde sempre, e é um dos nossos talismãs, entretanto existe um novo tipo de polivalência, onde o profissional precisa aprender de forma acelerada e ser capaz de pivotar, mantendo o crescimento, analisando o mercado e entregando o conhecimento e técnica, extraindo exatamente o que é necessário.

Trata-se da polivalência pragmática. É preciso ter um amplo conhecimento, mas não dá para perder o foco. Conheço pessoas que falam vários idiomas, com muita leitura, com domínio de muitas áreas, mas que não são aproveitadas pelo mercado.

Resiliência – quanto tempo você leva para se recuperar de uma frustração? Para refazer sua vida? Esse termo, que foi extraído da Física, e que também é utilizado em outras Ciências, trata da capacidade de voltar ao estado original após sofrer algum impacto.

Ser resiliente é ser capaz reduzir os impactos de uma experiência e aproveitar o conhecimento adquirido nesse processo, e isso pode tornar o internacionalista um profissional adequado para atividades que envolvam riscos e incertezas incalculáveis.

E essa característica está diretamente relacionada com a anterior, quanto tratamos de um cenário de incertezas e dificuldades.

Quando penso em resiliência vem automaticamente uma frase do Rocky Balboa:

“Não importa como você bate e sim o quanto aguenta apanhar e continuar lutando; […], se trata de quão forte pode aguentar apanhar e permanecer de pé. … É o quão duro você consegue apanhar e seguir em frente”.

Autodidática – com tanto conteúdo disponível e acessível, está cada vez mais comum as pessoas aprenderem sozinhas, ou seja sem nenhuma tutoria, novas habilidades e técnicas. Muitos fatores levam ao desenvolvimento de profissionais com essa caraterística, o que tem atraído cada vez mais a atenção do mercado.

Esse conceito já é amplamente conhecido, mas quando tratamos Relações Internacionais, onde os novos temas políticos, econômicos e tecnológicos, estão acontecendo de forma acelerada, e não existe nenhuma escola ou curso, onde se busca o estado da arte, leva a uma nova abordagem do conceito de auto formação, aprender conceitos novos e até mesmo contribuir para suas conceituações.

O analista de Relações Internacionais é um autodidata conceituador, pois trabalha no limiar dos desenvolvimentos políticos, econômicos, sociais e tecnológicos, contribuindo para a própria construção dos conceitos. Uma carência de cursos e treinamentos contribuiu ao longo dos anos para o consolidação desse conceito.

Networking – outro conceito já amplamente conhecido, mas que igualmente precisa ser reafirmado e atualizado. Hoje é muito fácil adicionar alguma profissional a uma rede social, mas isso não representa absolutamente nada, números não importam. Não conte com números. É preferível se dedicar a um grupo de pessoas que possam entregar valores interpessoais que você não possui, e também contatos para reforçar as suas próprias caraterísticas. Conheça e acompanhe profissionais que desenvolvem as mesmas atividades, vocês não são concorrentes, longe disso, precisam se aliar para enfrentar problemas comuns a ambos.

Essa, sem sobras de dúvidas, é uma das mais exigentes. Pois as pessoas confundem muito “adicionar”. Você pode inicialmente seguir o trabalho feito por alguém que você considera interessante, pode até mesmo adicionar como contato profissional no Linkedin para esse propósito, mas procure logo definir os laços, pois esses levam tempo e envolvem muita entrega e, principalmente, honestidade e ética.

Todas essas características estão interligadas e se somam, escolhi essa divisão para ser didático.

Guilherme Bueno

É analista de Relações Internacionais. Organizador do Congresso de Relações Internacionais e editor da Revista Relações Exteriores.
Guilherme Bueno

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