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Construir uma carreira internacional é incrível e terrível

Te convido a ler meu artigo escutando essa canção deliciosa do Yanni. Espero que ela aqueça a sua alma!

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Quando eu decidi que queria construir uma carreira internacional, ainda adolescente, eu nem imaginava o que me esperava, tanto na perspectiva positiva quanto na perspectiva negativa. Mas antes de mais nada, deixa eu te dizer uma coisa como se estivesse olhando no fundo dos seus olhos: foi a melhor decisão da minha vida! Eu jamais me sentiria realizada se tivesse ficado em Belo Horizonte. Com todo respeito a minha cidade natal a qual tenho o maior carinho do mundo, a área de Relações Internacionais era extremamente limitada quando, em 2003, entrei na universidade.

Minha primeira experiência profissional internacional foi aos 21 anos, quando realizei um projeto cultural independente em Veneza, na Itália. Na época, pela falta de oportunidades, criei a minha própria. Eu tinha basicamente três cartas na manga: eu falava italiano fluentemente, tinha um conhecimento razoável sobre produção de espetáculos – sou filha de artista e dancei minha vida toda – e minha mãe era uma das coreógrafas de danças árabes mais reconhecidas de Minas Gerais. Então pensei: vou vender minha mãe na Itália! – Hahaha – Você está rindo? Pois a coisa é séria! Pesquisei e contatei uma organização que realizava eventos culturais na região de Veneza e, acredite ou não, o fundador era libanês! Eu não acredito em coincidência, você acredita? Pois bem. Para resumir, escrevemos o projeto no ano de 2005 e, em 2006, a verba foi aprovada. Fomos eu e minha mãe, por três semanas, realizar espetáculos na Itália.

INCRÍVEL E TERRÍVEL?

Mas Lina, o que isso tem a ver com o fato de construir uma carreira internacional ser incrível e terrível? Te explico. Lendo os parágrafos acima, parece tudo lindo, maravilhoso, não é? E foi, mas também foi difícil pra caramba antes, durante e depois. Na preparação do projeto, eu fui zombada repetidamente por colegas e pessoas íntimas que diziam que eu sonhava demais e que o projeto não ia dar em nada. E foi bem difícil aguentar o deboche de certas pessoas. Quando a gente fala que quer imigrar, fazer um mestrado fora, trabalhar em diferentes países, ser diplomata, trabalhar em uma organização internacional, uma multinacional, empreender em nível internacional e a infinidade de possibilidades no que concerne “construir uma carreira internacional”, o seu primeiro desafio será não deixar entrar no seu coração as palavras de quem debocha do seu projeto de vida. E como tem gente pra nos desencorajar! Esse é o primeiro desafio. Ah… perdoa, tá? Não vale a pena guardar rancor J

O SEGUNDO DESAFIO

Eu cheguei na Itália com uma visão toda romântica do país. Durante as três semanas de trabalho vi como o país era desorganizado. Desculpa Itália, eu te amo, mas você sabe que é verdade. Eu tinha que traduzir português/italiano/português incessantemente porque minha mãe não falava italiano. Acumulei tarefas que eu não estava esperando e, em um mesmo espetáculo, me lembro que fiz o discurso de abertura, cuidei do som, toquei um instrumento, dancei, fiz tradução consecutiva da minha mãe com as demais dançarinas locais e fui assistente de palco. Me lembro que nesse dia, quando cheguei em casa, chorei de exaustão. Ser a líder de um grupo com mulheres bem mais velhas do que eu, também não foi fácil. Durante a viagem me dei conta de que, para construir uma carreira internacional, eu precisaria de desenvolver minha inteligência emocional ao máximo. Sempre haverá imprevistos que exigirão maturidade e sabedoria, e em nível internacional. Sempre. E quando digo “em nível internacional” quer dizer que você terá que resolver problemas em outros idiomas. Problemas que em português são difíceis; quanto mais em uma língua estrangeira! Argumentar com pessoas de outras culturas, ou seja, pessoas que possuem uma forma de olhar o mundo bem diferente da sua. Você fica tão cansado que não quer nem ler placa na rua! E quando estamos cansados é que o caráter e a personalidades se revelam… Em suma, o meu segundo desafio foi, é e sempre será desenvolver minha inteligência emocional no âmbito internacional, ou seja, entre nações, culturas e povos diversos.

E DEPOIS DO PROJETO NA ITÁLIA?

Esse foi meu terceiro desafio. Após um mundo se abrir a minha frente, conhecer pessoas e lugares incríveis, ter que voltar para minha vida “normal” foi um baque. Cheguei em Belo Horizonte, de volta à rotina e me sentia um peixe fora d’água. Uma profunda sensação de inadequação. Ok, eu não pertencia à Itália, mas também já não pertencia mais à BH. Eu me perguntava, “Mas o que está acontecendo comigo? Por que eu estou triste? Eu deveria estar alegre! Acabei de realizar um projeto que deu super certo, ganhei meu dinheiro e agora voltei pra casa. O que há de errado comigo?”. Então a resposta veio “Você virou cidadã do mundo, Lina!”. E entendi que precisava partir rumo à voos mais altos e internacionais, é claro!

MEU RESUMO

Construir uma carreira internacional tem seus pontos altos e baixos. Hoje, depois de 10 anos morando no Canadá, mais de 20 países visitados e 15 anos de experiência profissional, chego à seguinte conclusão: eu ganhei mais do que perdi. Ganhei uma riqueza de alma que ninguém me tira. Tenho ganhado maturidade. Tenho aprendido a entender melhor as diferentes visões de mundo. Tenho deixado o preconceito cair por terra. Tenho tantas coisas! Sigo desconstruindo e construindo a mim mesma. E tenho mil histórias e experiências para compartilhar com você. Te espero no próximo artigo!

Beijo no coração!

Lina Donnard

Obs: Para me conhecer melhor, te convido a visitar meu site www.linadonnard.com e me seguir nas redes sociais.

Lina Donnard

Mestre em Relações Internacionais pela Université de Montréal, Lina Donnard foi presidente e cofundadora da organização Mission Abroad, através da qual organizou missões com delegações de brasileiros para conhecer as principais organizações internacionais da América do Norte e Europa. Possui mais de 15 anos de experiência profissional, sendo a maior parte no Canadá e viajou a trabalho a mais de 20 países nas Américas e na Europa. Trabalhou como headhunter em uma multinacional americana, onde realizou formações como coach profissional nos Estados Unidos e no Canadá. Orientou centenas de estrangeiros, com relação à integração no mercado de trabalho canadense e processos de admissão em universidades estrangeiras. Foi diretora do Comitê de Desenvolvimento Profissional na Câmara de Comércio Latino-americana do Québec (CCLÁQ), através da qual ministrou palestras e organizou eventos para integração no mercado de trabalho em parceria com empresas localizadas em Montreal. Ministrou dezenas de palestras no Brasil, América Central e Estados Unidos apresentando o Canadá como destino acadêmico e representando, como estudante embaixadora no Brasil, a Université de Montréal. Atua como consultora em negócios internacionais para empresas e organizações canadenses que possuam projetos no Brasil e no Canadá. Hoje, atua como palestrante abordando temáticas relacionadas à internacionalização de carreiras, é consultora em educação e coach profissional para brasileiros que desejam construir uma carreira internacional. Conheça mais no site www.linadonnard.com

Lina Donnard

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