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O Papel da Mulher e o Desenvolvimento das Relações Internacionais

O mundo vem sofrendo incisivas mudanças e aprimoramentos que colocam em pauta assuntos diversos, dentre os quais é de extrema essencialidade que tratemos, principalmente pela natureza de nossa profissão ser inclusiva.

Desde as questões que envolvem âmbito local x universal nos direitos humanos, inclusão social, igualdade étnica e de gênero, a discussão visando melhoria de condições para igualdade sem fronteiras é imprescindível para que inclusive possamos viabilizar nossa missão de difundir a importância das Relações Internacionais tanto entre os estudantes e profissionais da mesma quanto para as demais áreas da sociedade.

O formato do Sistema Internacional já não é mais o mesmo de 15 anos atrás (a mudança é ainda mais gritante avaliando a diferença dos dias atuais para 50 anos atrás ou mais) e a cada dia mais ocorre a transformação. Alguns atribuem o fato à globalização e tecnologia, porém é de comum acordo entre pessoas sensatas de que os formatos se atualizaram e se mantém em atualização constante. Isso requer do mundo (incluindo aqui tanto a sociedade civil quanto empresarial e pública) um novo olhar para os desafios que surgem e que ainda surgirão.

Os desafios são diversos, mas neste texto em específico trataremos de um assunto cuja pauta é essencial para o bom desenvolvimento de nossa profissão quanto de todas as outras: a igualdade de gênero.

Juntamente com o fluxo de aprimoramento nos mais diversos assuntos, o papel da mulher na construção de relações profissionais dentro das Relações Internacionais tem sido essencial. Pode-se avaliar dentro das universidades e empresas o quanto a mulher contribui para a construção sólida das mudanças que o mundo necessita nesse momento, onde diversas pesquisas e iniciativas comprovam a essencialidade da mesma nas tratativas de paz em conflitos; negociações empresariais; soluções de política pública e social; papel no desenvolvimento científico como um todo e em diversas outras áreas as quais, até então, possuíram um espaço vago por muitos anos.

Me atrevo a dizer que desde a conquista feminina pelo espaço e representatividade em outras áreas que não somente a de mantenedora do lar, trouxe para o mundo as tremendas evoluções que podemos enxergar nos dias de hoje. Sendo que isso pode ser claramente visto nas Relações Internacionais através dos exemplos de pesquisadoras, idealizadoras e realizadoras de projetos que avançaram nossa área de estudos à um patamar que até então era inexistente, abrindo o leque da possibilidade de atuação a diversas possibilidades para nós profissionais, assim inclusive possibilitando que trabalhássemos com as áreas que tenhamos apreço e que ainda não foram devidamente exploradas, trazendo assim a possibilidade de atuação pioneira em assuntos que vão surgindo ao longo das discussões.

Ainda me permito dizer que o desencadear de todo esse processo permitiu ao mundo experimentar a soberania compartilhada e a voz aos atores não estatais como uma forma de lidar com questões mais delicadas e, de forma bem sucedida, agir de maneira coesa, assim permitindo a experiência de resolução de conflitos e problemas que a conjuntura da época não era capaz de lidar.

A presença feminina nos processos criativos é claramente notada nas áreas inovadoras da sociedade, sendo que nas próprias Relações Internacionais podemos exemplificar através da massiva presença de mulheres nas salas de aula como professoras e/ou alunas, tanto quanto nas empresas e governo como um todo. No próprio painel da CBO onde foi discutida a criação de uma ocupação de profissionais em Relações Internacionais em território brasileiro, já houve equiparação ao público masculino ali presente.

O recado principal deste texto é que o potencial feminino de realizar grandes feitos é evidenciado pela quantidade de ações e mudanças benéficas já experimentadas através da liderança de mulheres, ainda que pouco amparadas pela conjuntura patriarcal que infelizmente nosso mundo ainda vive. Então assim me permito lhes encorajar a enfrentar os desafios que a conjuntura atual ainda lhes proporciona e com muita união superá-los com toda capacidade e força de vontade que possuem. Sempre com muita união e com o apoio de todos nós profissionais das Relações Internacionais para que esse processo seja exponencialmente ampliado e continuado.

Felicitamos todas as mulheres e em especial as que atuam com Relações Internacionais pelo Dia Internacional da Mulher. O dia 8 de Março é um símbolo e conquista para lembrar todas as lutas e desafios já superados e também um incentivo para a desconstrução e reconstrução de um mundo mais justo e igualitário, lhes dando cada vez mais a possibilidade de fazer acontecer todos os planos, projetos, contribuições e benefícios que vocês já provaram conseguir fazer mesmo em cenário desfavorável. Aos homens, lhes convidamos a refletir sobre o assunto e apoiar as mulheres nessa luta, pois no fundo, é uma luta de todos nós!

Sou Nilo Scandaroli, Profissional das Relações Internacionais com ênfase em Internacionalização de Entidades e Organizações; Fundador do Canal no YouTube “Conversa com Internacionalista” e Sócio-Diretor da Joint Company. Acompanhe nosso trabalho nas mídias sociais.

Nilo Scandaroli
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